Foi tão natural quanto uma folha que se desprende de seu galho no outono e é levada pelo vento. Outro inverno se aproxima trazendo o frio e ausência, assim como as folhas secas que caem neste outono estranho, o vento também soprará as paginas cinzas do meu livro...
Uma folha de outono posou sobre meu piso, carregando os segredos guardados das ultimas estações, tão simples e tão bela, solitária ela estava e dias frios se aproximavam, por isso guardei-a comigo para atravessar o inverno. Dias e dias, um, dois, três meses, chegou a primavera e ainda quis a companhia daquela folha de outono, mesmo com tantas flores por ai, preferia ter o castanho da pequenina folha para refletir o meu olhar. Logo o verão se aproximou e ainda sim a tive comigo aquela que o outono não havia levado enfeitando meu livro em meio ao belo capítulo que pude escrever, mas aquele frio vento de outono retornou, e da mesma forma que este me trouxe a pequenina de tons castanhos também a levou para longe... Levou a mais simples e singela companhia que um homem poderia ter e agora as paginas do meu livro vão sendo preenchidas por linhas vazias, parágrafos tolos e por um coração uivante e pobre.
As Horas vêm e já vão indo, sumindo e consumindo os dias, alimentando o tempo que passa como esse vento de outono esvoaçando as folhas das árvores junto com minhas lembranças... Por favor vai mais devagar, permita-me ficar mais, deixe-me tomar um café e ficar para o jantar. Pare! eu quero sentir, aprender... Eu quero viver sem anseios ou receios, eu... Ah! Eu quero alguém para envolver em meus braços quando esse vento frio soprar e não levá-la embora também.
Uma folha de outono posou sobre meu piso, carregando os segredos guardados das ultimas estações, tão simples e tão bela, solitária ela estava e dias frios se aproximavam, por isso guardei-a comigo para atravessar o inverno. Dias e dias, um, dois, três meses, chegou a primavera e ainda quis a companhia daquela folha de outono, mesmo com tantas flores por ai, preferia ter o castanho da pequenina folha para refletir o meu olhar. Logo o verão se aproximou e ainda sim a tive comigo aquela que o outono não havia levado enfeitando meu livro em meio ao belo capítulo que pude escrever, mas aquele frio vento de outono retornou, e da mesma forma que este me trouxe a pequenina de tons castanhos também a levou para longe... Levou a mais simples e singela companhia que um homem poderia ter e agora as paginas do meu livro vão sendo preenchidas por linhas vazias, parágrafos tolos e por um coração uivante e pobre.
As Horas vêm e já vão indo, sumindo e consumindo os dias, alimentando o tempo que passa como esse vento de outono esvoaçando as folhas das árvores junto com minhas lembranças... Por favor vai mais devagar, permita-me ficar mais, deixe-me tomar um café e ficar para o jantar. Pare! eu quero sentir, aprender... Eu quero viver sem anseios ou receios, eu... Ah! Eu quero alguém para envolver em meus braços quando esse vento frio soprar e não levá-la embora também.
R.F.


















